Depois, dentro do clube
Vaidade. Soberba. Acomodação. Conflitos. Falta de pulso. Pode ser escrita uma Bíblia com os adjetivos que cercam o ambiente do Grêmio desde que a nova direção assumiu. Não que a gestão Kroeff fosse o suprassumo da humanidade, muito pelo contrário, a grande maioria queria e aprovou a eleição de Odone. Entretanto, cada vez se torna mais clara a falta de sintonia e aparente diálogo entre a direção e a comissão técnica, personificadas em Odone, Vicente Martins e Portaluppi. A atribuição de culpas pela eliminação na Libertadores é o espelho da situação, onde o presidente e o treinador trouxeram 100% dela para si.
Parecia um consenso: a gestão Duda Kroeff foi um fracasso. Crises nas diretorias de futebol comandadas por André Krieger e Luís Onofre Meira, em 2009 e 2010, respectivamente, enfraqueceram muita a imagem do presidente, que, apoiado por Fábio Koff, venceu a guerra política de 2008 que, na minha humilde opinião, tirou o título brasileiro de 2008 da Azenha. Entretanto, a reta final do período Duda, já com Alberto Guerra como homem forte no futebol, foi de relativo sucesso, com a chegada de Portaluppi, a fulminante arrancada no 2º turno do Brasileirão'10 e a posterior vaga na Libertadores'11.
A vitória de Odone nas eleições passadas, com o apoio maciço de setores influentes da torcida gremista (dentre elas a Geral do Grêmio - composta basicamente por sócios), tinha como parâmetro a gestão Duda, onde todos (inclusive este escriba) pensavam: "bom, com o Odone não pode ser pior do que foi com o Duda". Ledo engano. Odone priorizou o projeto Arena, que, a bem da verdade, está saindo do papel, com obras avançadas às margens da BR-290, mas simplesmente esqueceu de fazer futebol. Ou o pensou como em 2007, e seus reforços de grife, atacantes bala, entre outros devaneios da época.
O torcedor queria seu time reforçado para a disputa de uma Copa. E viu uma diretoria esforçada em trazer um jogador de fora do país, que, diga-se de passagem, com ele não seríamos capazes de ganhar a Copa; sem ele também não fomos. Incompetência elevada aos níveis mais absurdos desde a era Ob&%#. Enquanto os esforços eram direcionados a este atleta (deixo avaliações à cargo da maior torcida do Brasil), os reforços para posições pontuais do time não chegavam e, quando chegavam, eram de nível duvidoso. Talvez o único jogador que chegou com aval, e cartaz apresentado dentro de campo foi o Rodolfo, que vem se mostrando melhor com o teclado do que com a bola.
Os resultados obviamente não vinham, as rusgas de Odone com Portaluppi aumentavam a cada dia, pois o presidente queria um Grêmio retranqueiro - a Taça Farroupilha foi a resposta de Renato - e o técnico é um ofensivista nato, e a coisa começou a criar peso. As lesões de atletas não ajudaram muito, mas houve muito tempo entre as saídas de Jonas e F. Santos, as lesões de Lúcio/B. Collaço e André Lima, e os períodos de inscrições na Libertadores. Jogamos uma decisão de oitavas-de-final na Copa com Lins "bate-e-volta" e Júnior Viçosa no ataque. Alguém na imprensa falou, e eu concordo: foi o pior time do Grêmio que entrou em campo para uma partida de Libertadores. Mérito da atual direção, com aval da comissão técnica.
maio 07, 2011
"Não se termina", mas enfraquece [parte II]
maio 05, 2011
"Não se termina", mas enfraquece [parte I]
Primeiro, dentro de campo
O Grêmio não foi eliminado pelos Cruzados de Chile porque teve azar, porque os gols não sairam, porque o Borges foi expulso, ou porque a Imortalidade não apareceu. O Grêmio perdeu, pura e simplesmente porque tem um time mais fraco que o da Universidad Católica. É doloroso chegar à conclusão que um clube que não tem um décimo da tradição que o Tricolor tem, possui um time tecnica e taticamente melhor para disputar um mata-mata copeiro.
Não são os desfalques; o Grêmio versão 2011 nunca convenceu, seja jogando completo, com força máxima, seja com seu time reserva, que inclusive venceu um GREnal em fevereiro. Parando para analisar friamente, o Grêmio não fez uma boa partida sequer fora de casa, tanto no Gauchão, quanto (e principalmente) na Libertadores. Vejam bem: com o time principal, e com bola rolando, o Grêmio só venceu o Pelotas e o Cruzeiro fora de casa em 2011, é muito pouco, ainda mais se formos considerar adversários na Libertadores do naipe de Liverpool/URU e León/PER (para ficar nos que não perdemos).
Comparando com o time do ano passado, que venceu a maioria dos jogos longe do Olímpico, depois que Portaluppi assumiu, a campanha deste ano é digna dos (não) saudosos tempos de Paulo Autuori na casamata - com a diferença que deixamos de ser invencíveis em nossos domínios. Por falar no ano passado, ninguém nunca ousaria reclamar a falta dos criticados Fábio Santos e Paulão; eu, pelo menos, acho que foi uma magia que trouxe liga àquele time, onde até Gílson e Diego Clementino conseguiam render acima do esperado, só que a magia acabou, nos vimos com o real Gílson e Rafael Marques no lugar dos supracitados desertores.
Muitos consideram a saída de Jonas o evento-chave para a decadência do time. Eu já discordo, tendo saído o Jonas, caberia ao técnico apostar em outras alternativas, de acordo com as características dos jogadores que ficaram. Sempre fui um defensor ferrenho de que o 3-5-2 era a melhor alternativa com os jogadores à disposição (considerando a força máxima), mas o losango de meio-campo com a bizarra concepção de que Adílson teria mais capacidade de jogo que Fábio Rochemback parecia ser eterno. Sejamos justos, parecia, porque Renato conseguiu emular Roth na último domingo, armando um 3-6-1 lamentável, com 3 volantes.
Renato, Renato... Completamente compelido pelos males do bruxismo crônico, o outrora Santo pareceu querer operar milagres em jogadores com saúde técnica de causar inveja a qualquer Lázaro. Amigo dos estrelões e dos perebas, indicou um problemático Carlos Alberto que não trouxe nenhum resultado, insistiu com Borges ao lado de André Lima, não teve peito para sacar do time Rodolfo e Gabriel quando estes passaram a comprometer, morreu abraçado com Gílson, Rafael Marques e Lins, e tem paixão por Fernando e Willian Magrão, "pratas" da casa. Infelizmente, a eliminação gremista passa pelo nosso ídolo máximo (dentro das 4 linhas).
maio 01, 2011
Eliminações que não diminuem o gremismo
Cheguei a conclusão de que o gremista - por mais que tenha uma sala de troféus abarrotada - não vive destas conquistas. O gremismo se dá a partir do momento que você se encanta por um time que lutará até o fim, independente do resultado. Um time que é derrotado sim, eliminado sim, como qualquer outro. Mas é persistente, lutador, guerreiro. Talvez venha daí o significado do apelido imortal. É bom que isso fique claro. Não somos imortais por que não perdemos, mas sim por que não desistimos. [P.S.: E aos presidentes recentes do Grêmio, a folclórica imortalidade tricolor reverte resultados a favor de quem trabalha sério. Não se invoca a imortalidade no grito para consertar vossas incompetências, pois ela não vêm. E chega de usar o Grêmio como palanque eleitoral.]
Continuando, não sou gremista por causa dos craques. Renato é craque, é o maior ídolo, indiscutivelmente, e só faz aumentar essa condição na beira da cancha, mesmo sem resultados. Mas não serão Jonas, Douglas, Maxi López, Ronaldinho, Zinho (dentre os mais recentes) que despertam esse sentimento na torcida. Sou gremista pelo mesmo motivo que leva caras como De Leon, Tarciso, Osvaldo, Mazaropi, Arce, Dinho, Goiano, Paulo Nunes - atualmente Adílson e Rochemback - a jogarem as partidas como se fossem as últimas e defenderem essa camisa até o fim.
Sou gremista de ganhar Libertadores em Medellín com cartel armado dentro do estádio. Sou gremista de perder fora e virar o jogo em casa. Sou gremista de jogar com resultado de baixo do braço. Sou gremista de fazer um gol e segurar na base da porrada. Sou gremista de não desistir do time mesmo com pênalti contra e quatro jogadores expulsos. Sou gremista de acreditar no time sem sete titulares e apenas 15 em condições de jogo no plantel, fora de casa, com resultado adverso de 2-1. Não deu, paciência. Mas o sentimento não se termina.
janeiro 26, 2011
RT | Cala a boca, torcedor!
De Porto Alegre (RS)
Atenção leitor, esta não é uma coluna de esportes. Se você por acaso leu a minha última, sobre o Ronaldinho, pode ficar com essa impressão. Mas garanto que só volto ao tema pelas circunstâncias. É que o Jonas, atacante do Grêmio (sim, novamente o Grêmio), deixou os clube como quis e ainda mandou que a torcida calasse a boca na última vez em que jogou pelo time.
Cabe esclarecer quem é o Jonas para um passante desavisado: não, ele não é um Ronaldinho, um Ronaldo, menos ainda um Renato. Por outro lado, sim, ele foi o goleador do último Campeonato Brasileiro, jogando pelo Grêmio, pago pelo Grêmio, recebendo passes de jogadores do Grêmio, festejado, estimulado pela torcida do Grêmio.
Pois o Jonas saiu. E saiu, como dito, arrumando uma briga oportunista com a torcida, com o dedo na boca num gesto de quem exige silêncio: calem-se! E ainda chutou a bola em direção aos pagantes - um ator que joga o sapato na plateia. Depois do jogo, saiu de cena e mergulhou num covarde silêncio.
Eu aqui não quero falar do Jonas, do contrato mal elaborado, mal proposto por quem assinou pelo clube. Eu aceito as condições que lhe dão o direito de fazer o que bem quiser - e ele que faça as contas com a sua consciência.
Eu quero apenas me dirigir ao torcedor de futebol no Brasil. Seja do Flamengo, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Vasco, Santos, São Paulo, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atléticos, do Olaria, Bangu, enfim, e do Inter e do Grêmio, claro. Vocês sabem por quem estamos torcendo? Vocês sabem afinal qual é a nossa parte nessa cantoria desafinada?
Somos um número - um bilionésimo número depois da vírgula.
Aquele herança afetiva de quando íamos ao jogo, levados pela mão do nosso pai, avô, tio. Aquela lendária história contada e recontada sobre o goleiro que morreu ao defender um pênalti decisivo, ou sobre o atacante que jogou com o pé quebrado. Tudo isso virou farofa nostálgica com pitadas e de pieguice, polvilhada de um romantismo tolo.
Não bastasse o único apelo da grana para um jogador jogar num clube hoje em dia, com trocas de camisas e beijos em distintivos diferentes a cada ano, a Seleção privilegia os que jogam fora - estimulando ainda mais o êxodo.
Basta. Chega. Que se convoque jogadores daqui e ponto, como forma de garantir algum interesse. "Tupy or not tupy!".
Que se façam jogos em horários humanos, mesmo que interfiram na novela das 8. Que seja devolvido um aspecto perto do original às camisetas, privilegiando as cores, os distintivos: os jogadores de hoje parecem homens-sanduíches, verdadeiros ambulantes de propaganda.
Todos sabemos do mundo corporativo. Da necessidade de ganhos. Mas qual é o fim disso, afinal? Quais os limites? Uma fábula cuja moral é sempre invertida? Cadê os mocinhos, os heróis, os autênticos? Onde se pode achar um pouco de amadorismo no meio dessa indecente busca de resultados? Até quando vamos frequentar um circo onde os palhaços ficam nas arquibancadas?
Pois bem.
Nós que deixamos a filha de sete em casa no domingo, ignoramos o lazer da família, botamos a grana - que muitas vezes faz falta - no clube; que destinamos nossa audiência, nossa paixão e tudo isso com uma fidelidade de cachorro. Nós que enfrentamos estádios sujos, banheiros podres, violência nas ruas. Nós que suportamos o frio, a chuva ou a vergonha de uma derrota, avisamos:
Nunca, sob nenhuma hipótese, aceitaremos que um outro jogador - seja milionário, craque ou perna de pau, nos mande calar a boca.
O resto nós ainda vamos discutir.
Twitter: @ZPgoulart
janeiro 13, 2011
Quem ri por último...
Bem pelo contrário. Teve um grande desfecho. Todos os pares ficaram com aqueles que preferiam. A torcida fechou junto com o Grêmio, um pacto em busca do tri, e o time teve confiança reforçada. O Felipão e o Palmeiras redobraram o mau humor nas entrevistas coletivas. O Assis dobrou a pedida e levou mais dinheiro ainda (teoricamente*). O Milan conseguiu se livrar de um jogador decadente e baladeiro sem precisar pagar salários altos até o meio do ano. O Ronaldinho ficou perto da praia, do morro, do trago e do samba. E o Flamengo contratou mais um jogador pilantra que vai jogar mais ou menos, sugar as finanças do clube e ser esquecido pela "massa"(teoricamente**).
Enfim, todo mundo ficou com o que gosta, e tem de melhor.
Não culpo o Flamengo nesta negociação com o dentuço pilantra. Mas acho ridícula a manifestação de alguns torcedores (!) rubro-negros ofendendo o Grêmio por fracassar na negociação, que agora vimos, já estava direcionada a tanto tempo. Zoem a palhaçada das caixas de som a vontade, mas lembrem que foram vocês que fizeram isso primeiro.
Cuidado, é uma cilada, Fla!
Os flamenguistas que hoje comemoram a contratação do pilantra precisam perceber que o contrato é de um risco extremo. A maior parte do salário do dentuço viria de ações de marketing que podem ou não acontecer. E qual empresa irá querer ligar a sua imagem a de um dentuço pilantra que conseguiu se queimar com boa parte dos cidadãos brasileiros (torcida do Grêmio, Internacional, Palmeiras, e também possivelmente Corinthians, além dos rivais Vasco, Botafogo e Fluminense, e dos demais torcedores brasilienses que o culpam pelo fiasco de 2006) ?
É bem possível que o time carioca tenha que assumir a dívida no final das contas. E o Assis não costuma deixar barato.
Inteligente também foi fixar uma multa tão alta no contrato. Se vocês desistirem de pagar, como fizeram com o Petkovic, Corrêa e Kleberson agora, terão de pagar uma quantia absurda para o infame leiloeiro do Lami.
Mas, deixa pra lá. Vocês curtem isso mesmo. Cadê o salário de novembro, Patrícia?
É uma cilada, Pilantra!
Jogar no Flamengo é uma cilada para o pilantra. O clube não tem um histórico
de valorizar seus jogadores. Nem se forem campeões.
Zico ganhou o mundo e foi escurraçado do clube por um ex-comandante de torcida organizada que agora comanda as FINANÇA$ do clube. Coitadinho do Galinho, só queria ver o relatório mensal das contas.
Andrade ganhou o Brasil recentemente e depois foi enviado à forca. Parou no poderoso Brasiliense, após chorar na tv falando de racismo.
E agora, Pet e Kleberson devem seguir o mesmo rumo do comandante de '09.
Os jogadores mais lembrados do clube não são por motivos campais. Bruno tá famosão, olha aí.
Não receber salário não deve assustar o pilantra, não é mesmo?
Mas vai saber, eles se gostam. Pilantragem é por lá mesmo. Em Porto Alegre não dá pra amarrar a namorada no morro, ou deixá-la no sítio com os rottweillers.
Eu estou esperando para ver quanto tempo vai durar isto. Pra falar a verdade, flamenguistas, a novela apenas começou. Vamos ver quem vai rir por último.
Isso é o que eu penso. Mas o João H. Marques foi mais correto nas suas opiniões:
O inútil e o desagradável
Era rentável para ambas as partes. O Grêmio corrigia um erro administrativo-jurídico de 2001, ganharia uma boa receita, e o rapaz de origem pobre, hoje rico, apagaria os traumas do passado, além de voltar pela porta da frente, já que saiu na brecha dos fundos.
Não rolou. Mais uma vez a ganância de sua família, a esquizofrenia medrosa de ficar pobre, e o descaso com quem impediu sua fome e bancou sua revelação, e de seu irmão, ficaram evidenciados.
A transferência para Suíça não foi esquecida, e a loucura de culpar um clube centenário pelo óbito do “profeta” João Moreira também não. É o que parece. Afinal, um atleta que a todo o momento durante uma década colocava o Grêmio como seu time de coração, e agora, inexplicavelmente comete tal atrocidade em seu regresso ao Brasil, não se pode dar outra explicação além de delírios psicóticos familiares.
Pobre guri, cresceu dentro do clube, ganhou status, jogou bola, e sumiu… Depois volta, sem ter virado Homem de verdade, e deixa seu destino nas mãos, nos bolsos, de seu irmão.
Útil só se fosse ao Grêmio. Em qualquer outro clube, será mais um jogador, mais uma marca esportiva do que um atleta focado nas conquistas. Uma marca cara, que há muito sem conteúdo sincero, sem futebol.
Inútil, aproxima-se de um clube de regatas desagradável. Um clube que surgiu da inveja de quem mandava nas regatas da Guanabara no século retrasado. E quem mandava nada mais era do que um rival. Ora, esse lance de nascer da rejeição, da inveja, sobretudo das glórias rivais, nós sabemos que não dá certo… Afinal, no RS não é diferente.
E o desagradável clube carioca que nasceu da inveja do rival-superior no remo, seguiu seu rumo ao longo do século passado, fazendo uso de subterfugíos midiáticos, angariando uma massa distante do estádio, que segue apoiando na TV…
Aliás, não tem como ninguém pisar em estádio, porque tal clube não tem estádio.
Uma Taça Libertadores achada no meio da mídia, vários títulos nacionais em mesma década sob a égide da ditadura militar, uma história oriunda da inveja, e uma massa doentia distante da realidade do clube… Até porque basta visualizar o quadro social irrisório de tal clube basicamente composto pela classe “lebloniana”, e outras camadas da burguesia carioca… Porém, ainda assim, dizem ser clube de massa… Não seria o clube da farsa?
De fato, Ronaldinho, agora inútil, segue ao clube desagradável, para encerrar sua carreira. Com muitos amigos, diz ele. Muitos amigo$…
Seria perda de tempo, reafirmar que o Grêmio é imensamente maior do que qualquer atleta. Que somos um clube centenário-tradicional, formado em seu quadro social, por todas as classes e camadas sociais do Rio Grande do Sul, com representatividade forte no mundo inteiro. Somos o Grêmio, aquele que nasceu para o futebol, pelo futebol, e sempre honrou suas inexoráveis e imortais três cores.
O Grêmio de DUAS Taças Libertadores, que busca a terceira no presente ano. O Grêmio de tantas glórias, de tantas troféus e faixas. O Grêmio que calou o Maracanã diversas vezes, inclusive sendo a primeira equipe a silenciar o “maior do mundo” justamente contra o clube desagradável em 1950… Depois o Uruguai viria a imitar. O Grêmio ora derrotado algumas vezes, algo normal e inerente ao futebol. O Grêmio que caiu em casa em 1982 sendo roubado pela década midiática do clube desagradável. O Grêmio vingativo de 1997, com um time de baixo nível técnico derrotando Romário, funk, e Cia.. O Grêmio de 2011 que custe o que custar vai buscar sua terceira Taça Libertadores da América. Afinal, clube grande não pode ficar parado no tempo, nem se contentar apenas com uma Taça de enorme valor.
Só o que interessa é a Libertadores. O Brasileirão, a Copa do Brasil são taças, ok, mas, nada mais são do que caminhos para a Copa Libertadores. Nossa obsessão. E, lá vamos nós. Quem é Gremista “fecha com o certo”, e certo é o Grêmio, aquele que nada pode ser maior. Clube concreto. Não somos uma mentira contada mais de mil vezes, somos uma realidade, somos suor, sangue, e lágrimas de vitórias.
Nossa querida cria deve ficar disputando o mais “charmoso” (risos) campeonato estadual, e pensando que está cumprindo papel rumo à vaga na seleção do gremista Mano Menezes.
Não pode esquecer de que o clube desagradável costuma apagar da memória seus notórios ídolos, basta lembrar o caso Zico, o caso Andrade. Com Ronaldinho não será diferente. Quer dizer, não se sabe, porque seu irmão hiper-mega-ultra leiloeiro, ops!, empresário, pode sempre surpreender.
O Grêmio não esquece seus ilustres. De Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues, Elis Regina, por Tesourinha, Everaldo, Yura, Renato Portaluppi, Baltazar, Fábio Koff (que ajudava na negociação), Paulo Nunes, Jardel, Scolari, Carlos Miguel (recordar é viver…), Paulo Odone… São tantos seres iluminados na história do Tricolor que se for falar de Grêmio, não vamos terminar…
Mas, você pobre guri do modesto bairro de Vila Nova, filho de dona Miguelina, funcionária da prefeitura de Porto Alegre, e do “Profeta” João Moreira, vigia tricolor, mesmo depois de ter sido sustentado pelo maior clube do Rio Grande do Sul, resolveu negar sua origem, e dessa forma, não será lembrado como notório imortal tricolor. Nem mesmo será bem recebido em sua terra natal por não ter honrado seu “sobrenome” (gaúcho).
Por fim, desejamos toda a sorte ao mais novo membro do time desagradável, o hoje inútil, senhor marketing Ronaldinho. Que curta bastante praia na cidade maravilhosa, até porque em Porto Alegre só temos piscinas… Casas com piscinas… Disso ele nunca vai esquecer.
*João H. Marques, é sócio-proprietário do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, reside na cidade maravilhosa há 6 anos, e avisa ao departamento jurídico do clube para não esquecer do percentual de clube formador! E o Rodrigo Mendes segue no “é tudo free… Nós não vamos pagar nada”, cambada!
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Update: Para quem não entendeu, a referência do autor do texto à “piscina”, no último parágrafo, diz respeito à casa que o Grêmio deu para família e não ao óbito de alguém.
julho 02, 2010
Laranjas a parte, foi tudo culpa do Mick Jagger...
Mas, piadas a parte, todo mundo sabia que isso iria acontecer. Foi só o time do treinador Carlos Caetano, o popular Dunga, enfrentar um time forte para a casa cair. A Holanda não é aquele monstro dos tempos da Laranja Mecânica, mas espremeu o Brasil no segundo tempo e tirou o suco necessário para sair com a vitória.
Era questão de tempo. Por mais que o Galvão insistisse com aquela história de que a nossa laranja Kaká daria caldo, e que nossa laranjeira tinha a melhor defesa do mundo - "Júlio Cesar, Maicon e Lúcio, eles jogam juntos no Inter de Milão" - uma hora até as grandes laranjeiras desabam. Principalmente, se você tem uma laranja podre à frente da zaga. Não preciso nem citar o nome da figura, vocês já sabem. Obama já sabia. Tanto que fez cara de nojo e riu da cara do Lula ao receber de presente uma camisa 5.
Um cabeça de área, cabeça de bagre, que perdeu a cabeça e pisou num laranja que nem tem cabelo na cabeça. O japonês que tem a cabeça no lugar, puxou o vermelho e fez Dunga arrancar os (poucos) cabelos da própria cabeça. Antes disso, o cabeça de bagre tinha usado a cabeça para deslocar do nosso goleiro "melhor do mundo" e contra, empatar o jogo. De cabeça, as laranjas holandesas entendem, e da cabeça de Kuyt pra de Sneijder, surgiu o gol da virada. Vou parar com esse papo cabeça, por que não dá para colocar a culpa dos gols na expulsão do Felipe Melo, até por que ela ocorreu depois. Mas a não-reação da nossa laranja capenga foi um reflexo total da falta de um jogador. É, a falta de um jogador. Felipe Melo? NÃO! De um Ronaldinho, um Neymar, um Ganso, alguém de quem se pudesse esperar uma jogada diferente, um lance de habilidade, alguém que tivesse a capacidade e a coragem de chamar o jogo pra si e tentar decidir. Alguém que fosse imprevisível, ao contrário dos nossos atacantes.
O "previsível" (segundo o Galvão) Arjen Robben, "the Flying Dutchman", acabou com o Brasil na cabeça, não no futebol. Colocou pilha na nossa "laranja podre", e ela foi lá e fez merda, adiando o hexa pra sabe se lá quando. Isso também foi previsível, né Galvão? Cala a boca Galvão and don't save Galvao Birds.
Em 2009, Obama já sabia:














