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fevereiro 29, 2012

#finalcancheira

Hoje a noite, estarei participando do LiveBlogging dos parceiros do blog Vida Cancheira, comentando a final da Taça Piratini. Bom, o Jhon (@jhontedeschi) explica melhor como funciona:
"O esqueminha nada discreto ali abaixo vai ser o nosso instrumento de transmissão da final da Taça Piratini, entre Novo Hamburgo e Caxias. Estão todos convidados para comentar e participar deste momento inédito (e histórico) do Vida Cancheira. As 21h30 a transmissão será aberta, com possibilidades de comentários no CoverItLive, e tweetadas com a hashtag #finalcancheira."

Hoje levanto a banderia do Anilado

Lembro bem daquele 23 de fevereiro de 2005. Na querida Novo Hamburgo, terra da decisão de hoje, eu com modestos 14 anos de idade tive minha primeira experiência com um jogo de Gauchão, no interior. E, surpreendentemente, não foi um jogo do Grêmio.

O ano não era muito feliz para a nação tricolor, e eu, que passava uma semana na casa da minha irmã e do meu cunhado (colorado), não estava muito para conversas sobre futebol. O trauma ainda era recente.

Eis que este meu cunhado, o colorado, convida a mim e ao meu outro cunhado (da outra irmã, claro kkk), um gremista, para irmos ao jogo entre Nóia x Inter, no Santa Rosa. Jogo de fase de Gauchão, sem grande valor para o grande, mas financeiramente rentável para o pequeno. Ou nem tanto. Lembro que paguei só 10 contos para a arquibancada do Santa. Hoje por esse valor não entra nem nos jogos do Guarany-CAM, na segundona.

Enfim, voltamos ao conto: fomos entre dois gremistas e mais três colorados (o colorado chamou reforço) rumo ao Santa Rosa. Chegando lá, percebemos que estavamos todos na torcida do Inter. Gremistas se ferraram? Provavelmente.

Nóia ganhou a Emídio Perondi naquele ano

Só que daí as equipes entraram em campo e o jogo era uma merda. O Inter recém tinha trazido o Tinga, com sua vasta cabeleira, mas o Muricy se atrapalhava com um 3-5-2 perdidaço. O que se via era um Nóia valente e o Negro Adão apavorando.

Os gremistas na bancada colorada lá quietos, tentando não rir da patética atuação vermelha.

Os colorados nervosos, roendo a ponta do osso do dedo, por que unha não tinha mais.

Fim da primeira etapa, e a galera vai dar aquela mijada tranquila. Beleza. Só que a volta não foi tão tranquila assim. A 3 minutos do segundo tempo, o glorioso Cléverson mete na caixa do Clemer. Nóia 1x0.

Os gremistas sofrem para não rir. Guardam as piadas pra o outro dia. E ainda xingam o Sangaletti, só pra entrar no clima.

Passa um certo tempo, e aparece um típico torcedor colorado de Novo Hamburgo na bancada. Róseo e gorducho, de aproximadamente 18 anos, com seu pai, também esférico. A coisa estava tranquila até que o fulano começou a xingar o Jorge Wágner.

- "Passa a bola, ô Gérmen de Trigo! "

Gérmen de trigo? Que porra é essa? Aí não deu pra não rir.

Até os colorados riram. E o pai do moleque se recolheu de vergonha e foi comprar uma ceva (na época podia).

Só que daí o pé frio do pai do "gordo rosa germen de trigo" não viu o gol de empate do Inter. Rafael Sóbis bateu, a bola bateu nas costas do Fernandão e matou o goleiro Luciano. 1x1. Fingimos comemorar o gol, não queríamos apanhar (risos).

E com o NH cansado, o Inter foi pra cima. Quase virou várias vezes. Muricy botou o Rodrigo Paulista no lugar do Sangaletti, e jogou pra longe o 3-5-2.

Até o juizão soprou o apito, apontou pra marca da cal e selou o destino do Nóia: pênalti pro Inter.

Sóbis na bola, bica no meio do gol e... LUCIANO!!! espetacular um goleiro de 1,70m parou o PK do Sóbis!!! PQP! E nós lá comemorando por dentro, mas xingando o Sóbis por fora.

Meu cunhado colorado já estava indignado. O Inter não conseguia fazer o gol. E o Nóia fechadinho.
Lembra que o Muricy tirou o Sangaletti? Pois é, pagou pela faceirice, como diria o @JuarezRoth.

45 do segundo tempo, a gente já estava saindo do Santa Rosa. Zaga anilada dá um bico pra frente, o Sandro Gaúcho - o mesmo que foi campeão da Copa do Brasil com o Santo André - arrancou numa velocidade impressionante pro ataque, e deixou o glorioso Preto marcar. Nóia 2x1.

Foi mais uma noite anilada no Santa Rosa. Uma noite que me garantiu uma simpatia pelo ECNH.
Hoje a noite, não tem mais Santa Rosa, não tem mais Sangaletti, nem Sandro Gaúcho, nem Gérmen de trigo. Hoje é o dia do clube com mais participações em campeonatos gaúchos - tirando a dupla grenal - se encontrar com sua história. Já que o Grêmio ficou pelo caminho, hoje levanto a banderia do anilado. VAMO NÓIAAA!!!


Vamos torcer pelo Nóia hoje heinhôô Débora de Oliveira?

Ficha do jogo
Novo Hamburgo 2 X 1 Internacional - 23/02/2005
Local: Estádio Santa Rosa, Novo Hamburgo; Arbitragem: Paulo Felippe; Renda: ; Público: ; Gols: Cléverson (NH), aos 3min do segundo tempo, Rafael Sobis (I), aos 34min do segundo tempo, Preto (NH), aos 45min do segundo tempo. ; Cartões: Luís Henrique, Neuri, Adão, Luciano, Sandro Blum e Preto (NH), Tinga (I).

Novo Hamburgo: Luciano; Tiago, Sandro Blum, Rosalvo e Luís Henrique; Neuri, Pedro Ayub, Preto e Luís Gustavo (Sandro Gaúcho); Cléverson (Polaco) e Adão (Naldinho). Técnico: Gilmar Iser.
Internacional: Clemer; Índio, Sangaletti (Rodrigo Paulista) e Wilson; Granja, Recife, Tinga, Fernandão e Jorge Wagner; Diego e Rafael Sobis. Técnico: Muricy Ramalho.

Não passamos no teste da Bósnia

Como o pessoal disse no twitter: "Ganhamos da Bósnia com um golo de mérdia..."

Pelo menos a porra da dancinha eles acertam

O pior de acompanhar esses jogos da seleção do Mano Menezes não está nem entre os nomes que são chamados para defendê-la. Uma equipe que não tem um padrão tático, embora tenha potencial, não chegará a lugar algum. E é ridículo que o Brasil, com o potencial que tem, esteja passando por esse momento.

Não duvido que o Brasil possa ser campeão em 2014, pois os alertas para fantasmas de Maracanazo estão ligados. Mas pra isso alguém terá que assumir a bronca e implantar um esquema de jogo, não importa quem sejam os jogadores´- assim como fez Felipão em 2002, que foi pentacampeão com Polga, Kléberson e Luizão. Mano não me parece mais capacitado para a função. É teimoso, e segue querendo implantar sua filosofia faceira e corintiana de jogo, que conta com três volantes discutíveis no meio e um ataque ridiculamente escalado pela imprensa.


Foi constrangedora a melhora com a entrada do ainda inconstante Ganso no lugar do R10 - mesmo que ainda na base do bumba-meu-boi, sem muita noção tática. Constrangedora também é a falta de conhecimento de nosso treinador sobre os jogadores que convoca. Escalar Hulk como centroavante é uma palhaçada. Mano nunca viu um jogo do Porto? Parece que Mano mexe errado pra consertar uma bagunça que ele mesmo nem sabe como fez.

E colocar o Jonas, ou qualquer outro, independentemente da qualidade do jogador, faltando SEGUNDOS para acabar o jogo, é um desrespeito monstruoso com o profissional.

Bom, disso eles são mestres. Desrespeito. Convocar R10 é um desrespeito com os gringos que pagam a CBF pra receber um jogo da seleção. E, hoje em dia, o futebol apresentado é um desrespeito com os espectadores.

Nem a Globo sabe como joga o Brasil (kkk)


Enfim, enquanto Mano seguir acatando as ordens de Ricaço Teixeira, como uma cadela velha e cega, o futuro da amarelinha é nebuloso.

novembro 01, 2011

Pilantragem x Profissionalismo

Chega a dar nojo as tentativas da imprensa do "Brazil" de defender Ronaldinho Carioca. Acredito que a torcida do Grêmio tem total direito de protestar dentro do seu estádio, seja contra quem for. Da maneira que quiserem, desde que não sejam praticados exageros.


A imprensa esportiva do centro do país, que não cansa de tentar diminuir as torcidas - segundo eles, "argentinas" - de Grêmio e Internacional, desta vez, estourou a minha paciência. Passaram a semana inteira pré-jogo (Grêmio x Flamengo), cornetando a manifestação pacífica organizada pelos caras do Blog Grêmio Libertador, que segundo a BM, e a imprensa, e o tão malfeito Estatuto do Torcedor, incitava "a violência, o racismo e a xenofobia" (WHAT? Daqui a pouco voltam a acusar a Geral de skinheads de novo...). E fazendo isso, só instigaram mais ainda a vontade de protestar dos gremistas.

Como era esperado, a BM não deu conta de impedir que as faixas entrassem, e o pior, aparecessem na Globo, e em HD. Daí veio a avalanche de julgamentos infundados da imprensa do eixo RJ-SP.

O pior não é ouvir que a torcida do teu time é isso ou aquilo. O pior é ver gente consagrada do jornalismo esportivo dizendo que o motivo do protesto era chulo. Chulo é quem vai pra televisão falar merda sem saber da missa a metade.

Casagrande disse que o jogador tem "o direito de jogar onde ele quiser", que isso não é motivo para a torcida protestar. Concordo. Mas desde que o processo seja feito dentro da ética do futebol. E eu não vou nem puxar aquele velho discurso de "amor à camisa", que isso sempre foi balela, desde os tempos de Edson Arantes.

Pano rápido (ou nem tanto) na história: Os Assis Moreira eram uma família pobre de Porto Alegre, quase miserável. Eis que o sr. João Moreira foi contratado como funcionário do Grêmio FBPA. Bom funcionário, recebia em dia o ordenado referente à suas tarefas. Seu João tinha dois filhos, os quais foram matriculados de graça nas escolinhas de futebol do Grêmio. Passados quase dez anos, o mais velho, Roberto, começou a se destacar nas categorias de base e foi levado ao time profissional. O Grêmio lhe deu aumento, cuidou para que sua família tivesse todo aporte necessário. Roberto era bom jogador, e o seu João resmungava. Dizia que o mais novo é que era o bom da família. Mas aí veio a primeira facada dos Assis Moreira: Roberto fugiu para a Itália, tentando transferência para o Torino. O Grêmio foi atrás de seu jogador, que chantageou o clube. Exigia uma mansão com piscina em Porto Alegre para voltar. O Grêmio cedeu. (Antes divesse deixado ir...) E foi nesta piscina, que aconteceu o acidente que infelizmente levou dessa vida o seu João. Assis gerou tanto problema, que em 1992 foi negociado com o fraco Sion, da Suiça.
Mas o garoto mais novo ficou no Olímpico. Bom jogador desde novo, foi lapidado e aprendeu a jogar futebol em alto nível. Virou profissional. Em 1998, era a esperança de futuro para o time, mas Celso Roth o deixava no banco. O volante Itaqui era titular.
Em 1999, após convocação para a seleção brasileira de Wanderley Luxemburgo, ganhar a Copa Sul e o Gauchão com o Grêmio, o garoto magrelo, dentuço e habilidoso chegou a declarar amores pelo Grêmio, dizendo que "por tudo que fizeram por mim e pela minha família aqui, hoje eu jogava no Grêmio até de graça." Um ano e meio depois, tramou pelas costas da diretoria do Grêmio e se transferiu "de graça" para o PSG, utilizando a maldita Lei Pelé, que quebrou a maioria dos times brasileiros, numa novela que envolveu até a Fifa.
O clube começou a enfrentar dificuldades financeiras a partir daí. Sem o dinheiro da "venda" de Ronaldinho, a direção do Grêmio, que ainda não tinha se acostumado com a "nova legislação" do futebol, buscou recursos duvidosos para montar a equipe no começo dos anos 2000. Gestões desesperadas e decepcionantes se sucederam. A farsa da ISL deixou rombos astronômicos nos cofres do tricolor gaúcho. Aquele time falido financeiramente, até conseguiu conquistar a Copa do Brasil em 2001, mas seguiu decadente nas Libertadores e Brasileiros dos anos seguintes, culminando com o rebaixamento em 2004. Em 2005, na B, o Grêmio tinha 7 jogadores no plantel. Estava no fundo no poço.
Quando se está no fundo, só se pode subir. E subindo, o Grêmio revelou grandes craques, como Lucas, Anderson, Carlos Eduardo. Talvez não tivessem toda a bola do pilantra, mas eram homens de caráter, comprometidos com o clube. E que também só deixaram o Olímpico devido a necessidade do clube em pagar as dívidas.
Neste meio tempo, o rival se modernizava. Com um crescimento inquestionável, revelou jogadores, ganhou taças, acumulou um patrimônio financeiro para estabilizar o clube (principalmente vendendo suas jóias, por altos valores - Pato, Sóbis, Nilmar, e até o gordo do Daniel Carvalho - coisa que o Grêmio não conseguia fazer, pois estava sempre com a corda no pescoço).
Eis que nesta temporada, num surto de loucura, o presidente eleito do Grêmio e o "irmão-fujão-empresarião-Quero-Casa-com-Piscina-e-a-porra-toda" chegam a um sinistro acordo para a volta do pilantra. Cometemos um erro aqui. Aceitamos. Mas não dá pra julgar os gremistas nesse dia. Qual torcedor ferido, que viu o seu time passar pela segunda divisão na última década, não gostaria de ter um jogador que foi eleito melhor do mundo duas vezes? Fomos motivados pela ambição sim, pois o rival havia igualado nossas conquistas. Precisávamos retomar esse caminho de vitórias a qual sempre estivemos acostumados. Nos iludimos.
Pois o pilantra fez o mesmo que o seu irmão igualmente pilantra já havia feito, duas décadas atrás. Não teve culhão para voltar a jogar pelo Grêmio depois de fugir do Olímpíco.

É pilantra, não é profissional. Ele tem o direito de jogar onde quiser, mas não tinha o direito de brincar com a paixão do torcedor. Preferiu o dinheiro do Flamengo à gratidão ao clube que fez dele o jogador que é hoje. Como se fosse ganhar muito menos aqui. Talvez se jamais tivesse negociado com o Grêmio novamente, ainda tivessemos um resto de respeito por esse dentuço.

Agora eu te pergunto, Casagrande. O protesto é mesmo injusto?

Depois do jogo, depois de ser vaiado por 45 mil gremistas no velho casarão, depois de levar 4 numa atuação de reabilitar até contestados jogadores do Grêmio, ainda sai falando merda e rindo igual a um retardado. Não se iludam, amigos flamenguistas. Com o perdão da expressão, o pilantra tá "cagando e andando" pra vocês.

Enfim, é surreal para o torcedor gremista ouvir desses colunistas irresponsáveis da imprensa brasileira, que Ronaldinho não é culpado pelo que fez. Talvez por que o sentimento deles em relação ao esporte seja bem diferente do nosso.

Eles amam o futebol. Nós amamos o Grêmio. E os Moreira amam o dinheiro.

agosto 10, 2011

Uma aula de 4-2-3-1 nos faceiros brasilienses

Esqueçam o jogo de hoje. A Alemanha atualmente é muito mais time que o selecionado canarinho, mereceu atropelar o time de Mano Menezes, mas parece que tirou o pé no segundo tempo. E mesmo que Galvão Bueno, Casagrande e sua trupe inventem teorias mirabolantes sobre as estratégias de Mano Menezes, eu já desisti de acompanhar a renovação do escrete canarinho.

por Lauro Beiersdorf


Mario Götze, do Borussia Dortmund, marcou o segundo da Nationalmannschaft


Renovação essa, que passa longe da comparação com o que fizeram Klinsmann e Löw na Nationalmannschaft.
Klinsmann montou um time com Michäel Ballack como cérebro da equipe em 2006. Torsten Frings era o homem à frente da zaga, e Jens Lehmann e Oliver Kahn disputavam a vaga no gol. De resto, só garotos.
Em 2010, Klinsmann deixou o time a cargo do auxiliar Löw. Ballack estava fora da copa, mas o técnico tinha uma carta na manga para substituí-lo: mais dois jovens jogadores, Mesut Ozil e Thomas Müller. Estes, guiados por aqueles "garotos" (agora experientes) que estiveram em 2006 com Klinsmann: Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski.

Ou seja, é necessária uma passagem de bastão na seleção nacional. Neymar e Ganso estão recebendo isso de quem no momento? De ninguém. Por que os experientes são apenas jogadores de defesa (Julio Cesar e Lúcio). E o Robinho? Continua o mesmo peladeiro pedaleiro de sempre, completamente perdido taticamente no esquema do Mano.

A Alemanha não tem grandes craques, mas é de longe, muito mais time que o Brasil atualmente.
E infelizmente, por mais que tenhamos jogadores decisivos como Neymar e Pato, não vejo no trabalho do Mano Menezes uma evolução tática capaz de fazer o time do Brasil jogar de maneira convincente. Ele insiste em fazer a seleção jogar como o seu Corinthians de 2009, mas não consegue enxergar que Ramires, Ganso, Neymar, Pato e Robinho não conseguem aplicar o que Cristian, Douglas, Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho faziam no campeão da Copa do Brasil de 2009.

E Löw mostrou a Mano isso dentro de campo. Um 4-2-3-1 com volantes que sabem jogar (Kroos e Schweinsteiger), e uma linha de três jogadores que recompõem o meio campo, com Müller na direita (à frente de Träsch), Götze centralizado e Podolski na esquerda (à frente de Lahm), com o centroavante cone Mario Gomez fincado na área. Resultado: a 15 minutos de primeiro tempo a Alemanha tinha 79% da posse de bola, e encaixotava o Brasil.

O 4-2-3-1 de Mano na seleção é uma bagunça. Ganso não tem condições físicas de ser o clássico camisa 10 que o sistema exige. Ramires é um volante muito fraco e faceiro. Neymar não recompõe o meio campo à frente de André Santos (que nem marcar sabe) e abre uma avenida para o adversário no lado esquerdo. Robinho não recompõe a frente de Daniel Alves, e os dois parecem não saber o que estão fazendo em campo. O paraguaio Marcelo Estigarribia fez chover por ali na Copa América. Robinho não se apresenta pro jogo, centraliza as jogadas enquanto deveria cair pela lateral. E Daniel Alves deve ter um bloqueio mental que o faz esquecer que é lateral e o posiciona na meia-direita.
Hoje, contra a Alemanha, ao invés de tentar aperfeiçoar seu método teimoso, Mano resolveu mudar para o 4-3-2-1 (a árvore de natal do Ancelotti), barrando Ganso, colocando o ponteiro Fernandinho pra jogar de volante pela direita, numa tentativa de marcar o ofensivíssimo lateral Philipp Lahm (teoria do Casagrande). Resultado: Fernandinho foi pra direita atrás de Lahm, Ramires tentou marcar as subidas de Müller. E o trio Kroos, Schweinsteiger e Götze fez chover pra cima do coitado do estreante Ralf; já que Robinho e Neymar nunca voltam pra recompor a meia cancha.

Ou seja, para seguir na teimosia do Mano Menezes de jogar nessa formação, é preciso de dois volantes que saibam marcar e sair pro jogo (Sandro, do Tottenham e Lucas, do Liverpool); um enganche em condições físicas e técnicas (Hernanes, do Lazio) e dois meias ofensivos que voltem para recompor o meio campo à frente dos laterais (Neymar pode continuar na esquerda, desde que coloquem um lateral defensivo no lugar do André Santos, como o Filipe Luis, do Atlético de Madrid).


Conclusão: Klinsmann e Löw demoraram sete anos (desde a Euro 2004), para montar essa base forte no time da Alemanha. Mano Menezes não tem esse tempo, mas tem muitos talentos a mais para optar do que eles. Mas talvez tropece na própria teimosia durante o caminho.

agosto 04, 2011

Brochou...

Ontem começou uma nova fase no Grêmio: a fase terminal. O [péssimo] empate com o Atlético Mineiro, por 2-2, revelou o que muitos sabiam, e preferiam não acreditar, que o time do Grêmio não só é insuficiente para brigar por título/G4, como também tem e terá problemas para manter-se respirando no campeonato.

As coisas parecem ter sido feitas erradas desde o começo do ano. Quer dizer, no início do ano as coisas sequer eram feitas. Ano passado eu mesmo falava pejorativamente dos conceitos de "planejamento" do ex-vice de futebol Luís Onofre Meira. Pois bem, em 2011 o clube demonstrou que não tem nada de nada no que tange à referida conceituação.

O passado em questão remete aos últimos 5 dias: derrota para o Flamengo, saída do Movimento Grêmio Independente (na relevância maior do dr. Antônio Vicente Martins), chegada de Paulo Roberto Jardim Pelaipe, e com devida [?] remuneração, e a volta, por falar em conceitos, de algumas ideias que pareciam perdidas em algum lugar de 2007 ou 2008.

Para ser breve: "clube A é um clube B com grife"; "só estamos esperando o fax"; "traremos a cereja do bolo"; "o nosso atacante 'bala' está chegando". Pérolas do nosso diretor executivo remunerado. Na sua [re]apresentação, ele usou os termos "ralar a bundinha no chão" e "o time vai mostrar tesão".

Reservo este parágrafo para risadas, choros, socos no teclado ou monitores voando.

Pelaipe cumpriu as promessas, inclusive a mais improvável: um time com tesão [representado no centroavante de 48 horas, famoso estuprador de moças francesas], e que ralaria a bundinha no chão. Ou seria "na boquinha da garrafa", com a ridícula atuação de ontem? Bom, não vou me ater a detalhes de dentro do campo.

Concluo com a convicção de que foi um erro a volta do Pelaipe, mais um erro em um ano [totalmente] falho da direção, erro este que pode comprometer o clube no curto/médio/longo prazo. E jogo a pá de cal com uma tuítada de ontem, que resume a situação: "Do tesão à disfunção erétil. Um time insuficiente e um clube perdido. Rumo aos porões do futebol brasileiro. Parece não ter volta".

Jhon Willian Tedeschi,
Sócio-torcedor desde 07.08.2010.
@jhontedeschi
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